As organizações que compõem a Campanha “A Vida por um Fio” de Autoproteção de Lideranças e Comunidades Ameaçadas divulgaram, na terça-feira (7), nota sobre a tragédia dos Povos Yanomami. No documento, as organizações afirmam que a “obsessão pelo enriquecimento levou, e continua levando, os invasores do território Yanomami à destruição do meio ambiente e da vida humana” e que “o incremento do garimpo ilegal, promovido pelo anterior governo, tem causado doenças, violência e fome nos povos Yanomami”.
A nota destaca a atuação da Igreja no território Yanomami: “a igreja católica nas últimas décadas acompanhou de perto o sofrimento dos indígenas e fez pronunciamentos corajosos em defesa da vida dos irmãos e das irmãs Yanomami”. Dom Mário Antônio da Silva, ex-bispo da diocese de Roraima, afirmou sobre o garimpo ilegal que “cresceu com a anuência dos poderes legislativo e executivo, inclusive com projetos de lei tentando validade e reconhecimento”. O ex-bispo denunciou “a omissão e negligência das autoridades… (porque) a proteção dos territórios indígenas é uma obrigação constitucional do governo federal, garantida também por tratados e convenções internacionais”, afirma trecho da nota.
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