O MNDH, representado por Paulo Céaar Carbonari, membro da coordenação da entidade, participou nesta terça-feira (11) de evento parelelo durante a COP30, em Belém.
O painel destacou a urgência de os países incorporarem a proteção das defensoras e defensores em todos os mecanismos climáticos, incluindo o Balanço Global, as revisões de NDCs, o Programa de Transição Justa, a governança do Fundo de Perdas e Danos, estruturas de capacitação e o Plano de Ação de Gênero.



Pontuou-se que a transição justa não pode se tornar uma ferramenta retórica para manter o status quo. O cumprimento dos direitos humanos — e a proteção das defensoras e dos defensores — não é opcional: é essencial para uma ação climática legítima, eficaz e sustentável. As comunidades da linha de frente e defensoras e defensores de direitos humanos são os primeiros a propor soluções climáticas eficazes — e os primeiros a enfrentar ameaças por isso. Suas vozes são críticas para moldar transições que sejam não apenas ambientalmente sólidas, mas também socialmente justas e respeitosas dos direitos humanos.
O evento abrangeu perspectivas da América Latina, África e Ásia-Pacífico, com participação de representantes estatais e da ONu, em destaque a Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil, Macaé Evaristo.
Coorganizadores: Asia Pacific Network of Environment Defenders (APNED); cambiaMO; Center for Environmental Concerns – Philippines; CIVICUS; Global Witness; Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH); Natural Justice; Anistia Internacional; Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos; Observatório ACE.